UFSC apresenta estudo de viabilidade técnica para a implantação de Moradia Estudantil Indígena
Estudo desenvolvido pela Coordenadoria de Planejamento do Espaço Físico avalia condições urbanísticas e de infraestrutura para implantação da moradia no Campus Florianópolis.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu mais um passo na discussão sobre a implantação de uma Moradia Estudantil Indígena no Campus Florianópolis. A Coordenadoria de Planejamento do Espaço Físico (COPLAN), vinculada ao Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE/PU), apresentou à Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE) um Estudo de Viabilidade Técnica para a implantação da Moradia.
A reunião contou com a participação da Pró-Reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Profa. Silvia Lopes de Sena Taglialenha; da Diretora do Departamento de Gestão da Moradia Estudantil (DGME), Profa. Marcela Baro Veiros; e do Prof. Ricardo Socas Wiese, do Laboratório de Projetos (LabProj), do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. O LabProj desenvolve, desde 2017, uma proposta de Moradia Estudantil Indígena para a Universidade, construída a partir de um processo participativo com estudantes indígenas.
A iniciativa está relacionada às políticas de inclusão e permanência de estudantes indígenas no ensino superior. A partir da implementação da Lei de Cotas, em 2012, houve uma ampliação das políticas públicas voltadas ao ingresso de estudantes indígenas nas instituições federais de ensino superior. Na UFSC, o número de estudantes indígenas passou a apresentar crescimento significativo a partir de 2015, reforçando a necessidade de políticas institucionais voltadas também às condições de permanência.
A construção de uma moradia específica para estudantes indígenas é uma reivindicação histórica na UFSC. A proposta busca contribuir para a permanência de estudantes indígenas na Universidade, considerando não apenas a necessidade de oferecer um espaço adequado de moradia, mas também as especificidades culturais e as formas de convivência dos diferentes povos indígenas presentes na UFSC.
A área analisada pela COPLAN está localizada no Setor 08 – Aplicação do Campus Universitário, no bairro Trindade, e corresponde à área objeto do Inquérito Civil nº 1.33.000.001854/2021-40.
O Estudo de Viabilidade Técnica contemplou a análise das condições urbanísticas e de infraestrutura necessárias para a implantação da edificação. A proposta considera, além da edificação destinada à Moradia Estudantil Indígena, a implantação de um Ponto de Observação, abrigo de resíduos, central de gás e áreas urbanizadas destinadas à integração dos diferentes espaços.
Também foram avaliadas as condições de acesso técnico para veículos do Corpo de Bombeiros e para atividades de manutenção predial, bem como a necessidade de implantação e adequação das infraestruturas necessárias ao funcionamento do conjunto.
A estimativa orçamentária para a execução da Moradia Estudantil Indígena e das obras de urbanização externa associadas foi elaborada pelo Setor de Orçamento de Obras (SOO/DPAE). O valor estimado para a execução do empreendimento é de aproximadamente R$ 19 milhões.
Apesar da importância e da viabilidade das soluções urbanísticas e de infraestrutura estudadas, a implantação da moradia foi considerada tecnicamente inviável neste primeiro momento, em razão da existência de Área de Preservação Permanente (APP) associada a uma nascente e ao córrego dos Garapuvus, identificados durante os estudos técnicos realizados pela COPLAN.
Diante dessa condição, a continuidade do processo dependerá de novas tramitações junto aos órgãos competentes, incluindo a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM) e o Ministério Público Federal, com o objetivo de avaliar as alternativas legais e ambientais que possam possibilitar a utilização da área e a implantação do projeto.
O estudo desenvolvido pela COPLAN representa, assim, uma etapa importante para o avanço da proposta de Moradia Estudantil Indígena, ao reunir informações técnicas, urbanísticas, ambientais e orçamentárias necessárias para subsidiar as próximas decisões da Universidade.


















































































